Saúde Legal - Notícias sobre Saúde e Direito ao redor do mundo
Saúde Legal
conheça os textos de profissionais do direito e da saúde
quem é a ONG Saúde Legalquem é a ONG Saúde Legal saiba as últimas novidades do setor saiba as últimas novidades do setor conheça os textos de profissionais do direito e da saúde saiba os eventos, mídia e acontecimentos do mundo da saúdesaiba os eventos, mídia e acontecimentos do mundo da saúde Contato, telefone e endereço da ONG Saúde LegalContato, telefone e endereço da ONG Saúde Legal Ministério da Saúde, ANS e outras entidades de SaúdeMinistério da Saúde, ANS e outras entidades de Saúde
Conheça o CNPJ, registros e contabilidadeConheça o CNPJ, registros e contabilidade Comissão da Criança, idoso, deficiente e muito maisComissão da Criança, idoso, deficiente e muito mais Saúde não é mercadoria, envelhecer e ser feliz e outrasSaúde não é mercadoria, envelhecer e ser feliz e outras Parceiros pessoas físicas e jurídicas>Parceiros pessoas físicas e jurídicas Palestras,videos,artigos,apoio juridico gratuita e muito maisPalestras,videos,artigos,apoio juridico gratuita e muito mais denúncias e reclamações de planos de saúde e susdenúncias e reclamações de planos de saúde e sus agenda e compomissos da ONG Saúde Legalagenda e compomissos da ONG Saúde Legal


compaixão

JK Transportes Colégio Bilac
conheça seus direitos e jurisprudência



Acesso de idosos ao Programa Farmácia Popular é facilitado

por Saúde Legal em 22/12/2009

Brasília - A partir de agora, as pessoas com 60 anos ou mais que precisam comprar medicamentos oferecidos pelo Programa Farmácia Popular do Brasil e tenham dificuldade para ir aos locais de venda podem pedir a parentes e amigos para adquiri-los.

Para ter acesso aos medicamentos, basta que o paciente envie um representante a qualquer farmácia com selo do Ministério da Saúde, que deverá apresentar uma procuração reconhecida em cartório e a receita médica, além das carteira de identidade e CPF próprio e do paciente.

De acordo com o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento, a mudança no serviço do Programa Farmácia Popular segue o Estatuto do Idoso. “Há idosos que, muitas vezes, têm dificuldade de se locomover. Ao facilitar o acesso aos medicamentos, humanizamos o atendimento no SUS [Sistema Única de Saúde]. Qualquer parente ou amigo poderá ir às unidades.”

O programa foi criado em 2004 para ampliar o acesso da população aos medicamentos. Hoje, são 8.424 unidades em funcionamento em todo o país. A Farmácia Popular vende 107 itens, que vão desde preservativos masculinos a remédios para hipertensão e diabetes. Os medicamentos são destinados às pessoas que não têm condições financeiras de pagar os preços de mercado dos produtos.

Nas unidades, a população têm acesso aos remédios pelo preço de custo, com redução até 90% em comparação às farmácias e drogarias particulares.

Edição: João Carlos Rodrigues

Diário de São Paulo publica denúncia da SL

por Saúde Legal em 21/12/2009

O jornal Diário de São Paulo publicou na tarde de ontem matéria a respeito da denúncia iniciada pela Saúde Legal e continuada através de investigação pelo Ministério Público Estadual que apura prática ilegal de discriminação contra os idosos. De acordo com a denúncia, os maiores de sessenta anos têm o acesso ao plano dificultado. Veja mais em www.saudelegal.org/midia.htm

Juiz da 4ª Vara do Fórum de Pinheiros concede cirurgia para idoso

por Saúde Legal em 21/12/2009

A angioplastia foi concedida através de ação judicial contra a Sul America. O idoso M.P.S. de oitenta e quatro anos deverá ser operado com todas as despesas pagas pela empresa. O Juiz não acatou a justificativa da operadora que alegou ser o procedimento experimental.

Unimed Paulistana nega fornecimento de Tarceva

por Saúde Legal em 18/12/2009

Senhora de setenta e seis anos portadora de câncer no pulmão teve o acesso ao medicamento chamado Tarceva negado pela empresa Unimed Paulistana. De acordo com a operadora, o remédio é de uso oral e pode ser ingerido na própria residência. O medicamento é registrado na Anvisa e é de alto custo. Uma caixa do remédio custa mais de cinco mil reais. A equipe da Saúde Legal irá assessorá-la.

Estudo revela que 1.867 municípios não têm atendimento de urgência do SUS

por Saúde Legal em 17/12/2009

São Paulo - A população de 1.867 municípios brasileiros (33,5% de um total de 5.562) não conta com estabelecimentos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de urgência. A Região Sudeste concentra a maioria dessas cidades (31,7%). Em seguida, vêm o Nordeste (29%), o Sul (24,2%), o Centro-Oeste (9,2%) e o Norte (5,9%).

Em 428 municípios do país, não há médicos que atendem pelo SUS. Os dados fazem parte do estudo Presença do Estado no Brasil: Federação, Suas Unidades e Municipalidades, divulgado hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo a pesquisa, até abril deste ano, duas cidades em todo o país não contavam com atendimento ambulatorial do SUS: Paraíso, em São Paulo, e Mimoso, em Goiás. De acordo com o estudo, em 1.875 municípios não há unidades públicas de internação.

Além de saúde, o estudo traz dados sobre indicadores básicos, Previdência Social, educação, assistência social, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura.

Sul America nega angioplastia e colocação de stent sob a justificativa de ser experimental

por Saúde Legal em 16/12/2009

Um senhor de oitenta e quatro anos com 60% da veia obstruída teve a cirurgia de angioplastia negada pela Sul America Saúde. O médico relatou que o paciente corre risco de AVC a qualquer momento. Ainda assim o convênio insiste que a angioplastia e o stent são experimentais. A equipe da Saúde Legal demonstrou que a Anvisa já registrou 399 tipos diferentes de stents para comercialização de diversas empresas. O procedimento está sendo aplicado há anos, portanto, a justificativa da operadora é absurda. A questão será resolvida na justiça.

SUS pode ter bioprótese de válvula aórtica

por Saúde Business Web em 15/12/2009

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveu uma bioprótese de válvula aórtica nacional para implantes cardíacos por cateterismo. O material é resultado de um estudo realizado pela instituição, em parceria com a empresa Braile Biomédica, de São José do Rio Preto (SP), e apoio da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo).

De acordo com os pesquisadores, o produto poderá ter o seu custo reduzido pela metade, possibilitando a distribuição por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que a prótese seja encaminhada para a Anvisa no início de 2010 para aprovação.

A agência já aprovou duas próteses deste tipo, mas apenas uma delas tem a comercialização autorizada no Brasil.

Doações de remédios

por Saúde Legal em 14/12/2009

O Conselho Comunitário de Saúde da Grande São Paulo promove a distribuição gratuita de remédios. Para receber, é preciso apresentar receituário e fazer cadastro prévio. Todas as quartas das 14 as 17h30. Rua Estado de Israel, 33, Vila Clementino. Tel.: 5081-6726, após as 14h.

Projeto SOL faz doação a mais uma beneficiada

por Saúde Legal em 11/12/2009

A dona Olga precisou de uma lista de medicamentos e procurou a Saúde Legal. Ela não tem plano de saúde e não pôde esperar pelo SUS devido a demora no fornecimento. Através do projeto SOL, a Saúde Legal forneceu todos os medicamentos necessários. Para fazer parte da lista de doadores do projeto, entre em contato. Para conhecer clique aqui

Famílias financiam 90% dos medicamentos consumidos em casa

por Agência Brasil em 10/12/2009

Rio de Janeiro - Os medicamentos consumidos em casa pelos brasileiros são financiados, principalmente, pelas famílias. Enquanto elas são responsáveis por aproximadamente 90% desse tipo de gasto, o governo responde, principalmente com programas de distribuição de remédios à população, apenas pelos 10% restantes.

De acordo com a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Maria Angélica Borges, que também participou da realização do levantamento, houve aumento dos gastos públicos nessa área entre 2005 e 2007, mas a participação da administração pública no total das despesas ficou praticamente estável no período.

“A participação do governo nesse consumo esteve estável, embora as despesas com medicamento para distribuição pelo setor público tenham aumentado de R$ 3,8 bilhões para R$ 4,7 bilhões entre os dois anos”, afirmou.

Os dados da Conta Satélite Saúde Brasil, divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam ainda que, quando se observam os gastos totais com as atividades ligadas à saúde no país, não apenas as direcionadas à compra de medicamentos, o setor público brasileiro ampliou sua participação de cerca de 40% para 48,6% entre 2005 e 2007. Ainda assim, cabe às famílias a maior fatia das despesas com consumo final (49,8%).

Maria Angélica Borges explicou que, apesar do crescimento, o Brasil continua bem atrás do padrão verificado em países europeus.

“Em média os governos europeus cobrem uma parte maior dos gastos com saúde do que as famílias. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a administração pública responde, em média, por 70% dessas despesas. O Brasil tem um padrão diferente, comparável ao México, por exemplo, onde o gasto proporcional das famílias é maior do que o dos governos”, disse.

Denúncia toma "corpo" e vira inquerito civil

por Saúde Legal em 09/12/2009

O Ministério Público Estadual, Promotoria do Idoso, representado pela Promotora de Justiça Claudia Maria Beré instaurou Inquérito Civil contra a discriminação dos idosos denunciada pela Saúde Legal. O procedimento investigatório seguirá seu rumo. Em seguida serão ouvidos os representantes das operadoras denunciadas e, se preciso, serão ouvidas as testemunhas. No final as operadoras podem ser multadas e os responsáveis punidos pela prática de discriminação prevista no Estatuto do Idoso. Para saber mais consulte o andamento da denúncia.

Seis novos fitoterápicos serão financiados pelo SUS

por Agência Brasil em 08/12/2009

A partir de 2010 os postos de saúde poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Estes seis fitoterápicos serão financiados pelo SUS com os mesmos recursos utilizados para a compra dos medicamentos da atenção básica.

A inclusão dos novos produtos faz parte das ações do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que busca oferecer mais opções terapêuticas à base de plantas medicinais para a população.

País tem a maior rede pública de transplantes do mundo, mas poucos doadores

por Agência Brasil em 07/12/2009

São Paulo - O Brasil tem a maior rede pública de transplantes no mundo e vem registrando um aumento gradativo no número de cirurgias. De acordo com a coordenadora do Sistema Nacional de Trasplantes, Rosana Nothen, apesar da tendência de aumento desde 2006, o número de doadores efetivos é de 8,6 para cada um milhão de habitantes. Na Espanha, esse número chega a 36 por milhão de habitantes.

Em relação ao transplante de pulmão, o médico assistente do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor) e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Pego Fernandes, explicou que ainda é uma cirurgia relativamente nova no mundo e muito recente no Brasil.

“Tem aumentado, mas ainda é um número baixo. Tem espaço para crescer. Temos feito várias iniciativas, e uma delas é divulgar mais. Fazer o médico lembrar que o paciente dele pode ser um candidato a doador, o próprio paciente e os familiares pensarem nisso."

De acordo com dados da Secretaria de Saúde de São Paulo, até outubro foram registrados 543 doadores viáveis no estado - que tiveram um ou mais órgãos aproveitados para transplantes -, o que representa 11,7% a mais do que o registrado no ano de 2008, quando foram contabilizados 486 doadores.

No mesmo período, os dados mostram que foram realizados 77 transplantes de coração, 98 de pâncreas, 801 de rim, 443 de fígado e 24 de pulmão.

Segundo Fernandes, a sobrevida depois do transplante de pulmão é de 70 a 80% ao final de um ano e de 50 a 60% ao final de cinco anos. “Isso levando em consideração que, sem o transplante, nenhum desses pacientes sobreviveria nesse período de cinco anos."

A indicação para o transplante vai para pacientes com doenças muito graves não infecciosas nem câncer. “É o doente com enfisema, fibrose cística, fibrose pulmonar que está sendo tratada, mas que piora apesar do tratamento. Então ele tem uma qualidade de vida muito ruim e uma perspectiva de vida também ruim."

Uma das novas regras para os transplantes, anunciadas no final de outubro pelo Ministério da Saúde, é o benefício dado a crianças e adolescentes na fila. A partir de agora, eles terão preferência na hora de receber órgãos de doadores da mesma faixa etária.

De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro semestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008, o transplante de rim aumentou 30,28% e o de fígado, 23,17%. No entanto, no mesmo período, os transplantes de coração e de pulmão - que têm mais dificuldades na captação e manutenção dos órgãos - caíram 20,4% e 15,38%, respectivamente.

Farmácia de Alto Custo do DF tem 30 remédios em falta; população reclama de difícil acesso

por Agência Brasil em 07/12/2009

Brasília - A Farmácia de Alto Custo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal tem hoje (4) uma lista de pelo menos 30 medicamentos que deveriam ser oferecidos gratuitamente à população, mas que estão com estoque zero.

A Agência Brasil já havia publicado uma denúncia sobre problemas com a distribuição de remédios de alto custo em agosto deste ano. Na época, pelo menos 15 medicamentos estavam em falta e a previsão para normalizar o estoque era de dez dias.

A dona de casa Ruth de Moura, 56 anos, acordou cedo ontem (3) para ir ao local e buscar o remédio que toma para tratar de uma asma grave. Mal chegou, recebeu a notícia de que o remédio estava em falta. A única opção, segundo ela, foi voltar ao hospital e trazer uma receita diferente – na qual constava um medicamento substituto e disponível na farmácia.

“A médica alterou porque não posso comprar em outro lugar. Às vezes, não tenho nem o dinheiro da passagem e eles fazem a gente ir de lá para cá. Perdemos ainda mais tempo”, reclamou Ruth. Há sete anos tentando tratar a doença, ela admite que, só neste ano, já ficou duas semanas sem tomar o remédio porque o estoque era nulo na Farmácia de Alto Custo.

Maria da Glória Bernardo, 61 anos, confirmou a dificuldade por parte da Secretaria de Saúde em manter o estoque de remédios. O marido dela sofre de asma desde criança. A dona de casa contou que, entre setembro e outubro deste ano, teve que recorrer aos filhos para conseguir comprar o medicamento em falta na Farmácia de Alto Custo.

“Cada um teve que dar um pouquinho porque o remédio custa R$ 98,00”, disse. Maria da Glória teme que a crise vivida pelo governo do Distrito Federal acabe por prejudicar ainda mais a distribuição de medicamentos de alto custo. “No lugar de colocarem mais remédios para a gente, estão roubando. Foi uma decepção muito grande."

O secretário de Saúde em exercício, Florêncio Figueiredo, afirmou na última quarta-feira (2) que os serviços de atendimento à população continuam “inalterados e garantidos” e que as mudanças no comando do órgão não vão interferir no funcionamento técnico e administrativo.

A aposentada Nilza Gomes foi ao local para pegar medicamentos para o filho que foi diagnosticado com esclerose múltipla aos 21 anos. Ela reclama que, além de ter que enfrentar a falta de medicamentos, a burocracia é grande para quem precisa receber com rapidez uma medicação.

Ao chegar hoje à Farmácia de Alto Custo, foi orientada a voltar ao hospital e buscar um novo pedido para o medicamento porque a receita que tinha em mãos havia expirado no último dia 30. “Passei 43 dias com minha mãe internada mas para eles isso não justifica”, disse.

Por conta de uma nova ida ao médico, Nilza terá que pegar mais dois ônibus e só deve conseguir o medicamento para o filho em um prazo de cinco a oito dias – tempo necessário para que o requerimento fique pronto. Como ela já sabe das dificuldades, mantém um estoque reserva do remédio em casa.

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Saúde do DF, mas ainda não obteve resposta para a falta de medicamentos.

Ministério lança sistema para controle e distribuição de medicamentos

por Agência Brasil em 04/12/2009

Brasília - Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ter acesso aos medicamentos em data agendada previamente. O Ministério da Saúde lançou hoje (3) uma ferramenta online de controle e distribuição de remédios. O Hórus – Sistema Nacional de Assistência Farmacêutica será implementado em março, primeiramente em fase de teste, em 16 cidades.

Os pacientes que utilizam os medicamentos fornecidos em unidades do SUS farão um cadastro que gerenciará os remédios que retiram. Em caso de medicamentos de uso mensal, por exemplo, será possível fazer um controle para que o medicamento não falte. O lote dos remédios será registrado no sistema e poderá ser controlado também a data de vencimento e possibilitará que o gestor monitore e rastreie a medicação.

“A maioria dos estados brasileiro não tem nenhuma ferramenta informatizada que faça o registro e em muitos não têm nenhum tipo de registro do medicamento”, afirmou o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel Júnior.

O Hórus está em funcionamento em Recife (PE) desde o mês passado e, segundo Miguel, já foi possível visualizar uma otimização nos gastos e uma capacidade de ampliação do planejamento. O diretor disse ainda que na cidade foi feito um acompanhamento mais próximo dos pacientes, pois o sistema cria um perfil no qual é possível avaliar se o usuário está retirando o medicamento. O programa pode fazer uma análise epidemiológica da região.

As prefeituras que tiverem interesse em ter acesso ao Hórus podem fazer o cadastro no site www.saude.gov.br/medicamentos (seção profissionais e gestores).

Edição: Lílian Beraldo

Iniciativa privada deve atender emergências do SUS

por Agência Senado em 03/12/2009

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) o substitutivo da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) ao projeto de lei da Câmara (PLC 69/01) que determina que o atendimento de urgências e emergências médicas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), seja prestado pela iniciativa privada, mediante ressarcimento, quando o SUS não tiver condições de garantir assistência. A proposta é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), apresentada quando ainda era deputado. Como o texto aprovado foi um substitutivo, deverá passar por uma votação suplementar.

O projeto altera a Lei 8.080/90, que dispõe sobre condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, organização e funcionamento dos serviços correspondentes. Por essa lei, quando o SUS não tiver disponibilidade para garantir cobertura assistencial à população de determinada área, deverá recorrer aos serviços da iniciativa privada. A participação complementar dos serviços privados é formalizada mediante contrato ou convênio, observadas as normas de direito público.

O teor dessas regras foi mantido pelo substitutivo, que acrescentou, no entanto, dois itens a artigo dessa legislação. A novidade do projeto, no texto substitutivo, é, portanto, instituir a prestação de serviços pela iniciativa privada nas emergências médicas. De acordo com a proposta, na hipótese de emergência ou de urgência médica, fica a iniciativa privada autorizada a prestar o serviço na medida necessária à salvaguarda da vida e da saúde do paciente, independentemente da existência de contrato ou convênio.

O substitutivo estabelece também que o pagamento pelo atendimento, nesses casos, será ressarcido pelo SUS, mediante comprovação da situação de emergência ou de urgência médica, e dos gastos efetivados.

A nova norma deverá entrar em vigor após a data da publicação da lei em que o projeto for transformado. O relator da matéria na CAS foi o senador Expedito Júnior (PR-RO).

ONG protesta contra convênio que poderá prejudicar atendimento no Hospital Emílio Ribas

por Agência Brasil em 02/12/2009

São Paulo - Representantes de 120 organizações não governamentais do estado de São Paulo que trabalham e militam contra a discriminação e em apoio aos infectados com HIV realizaram hoje (1º), em frente ao Hospital Emílio Ribas, um ato público em defesa do Instituto de Infectologia do hospital. O Fórum ONG Aids organizou a manifestação para protestar contra convênio firmado com a Fundação Faculdade de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FFM-FMUSP), que permitirá a terceirização das atividades de gestão e de assistência do hospital.

Segundo o presidente do Fórum Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, esse convênio pode prejudicar o atendimento aos pacientes de HIV Aids, que atualmente é referência nacional e internacional. Além disso, Pinheiro ressaltou que a proposta ainda não está clara para a ONG e que não houve uma discussão prévia sobre o convênio. “A sociedade civil e entidades ligadas à questão não foram consultadas. Isso não foi discutido com ninguém, veio de cima para baixo”, alegou.

Pinheiro disse que um dos temores é o de que com o convênio o pronto atendimento do hospital seja extinto. “Isso é a porta de entrada do Emílio Ribas e é fundamental, porque a pessoa pode ter o atendimento a qualquer momento em qualquer especialidade se estiver passando mal.”

Segundo Pinheiro, a ONG já entrou com uma ação no Ministério Público pedindo que a transição do convênio seja acompanhada de perto, além de pedir uma audiência com o órgão para discutir essa questão.

O diretor do Hospital Emílio Ribas, David Uip, afirmou que há 40 anos esse convênio é discutido no hospital e a discussão foi retomada para realizar a parceria entre o Instituto e Emílio Ribas, a Faculdade de Medicina da USP, o Hospital das Clínicas e a FFM-USP. “O objetivo é integrar assistência, ensino e pesquisa para melhorar a atenção à população e mais do que isso zelando pelo bem público do cidadão que contribui.”

Uip garantiu que não haverá privatização nem terceirização e que o hospital continuará cumprindo as suas atribuições. Ainda segundo ele, não haverá mudanças no atendimento. “Fiz reuniões com todo corpo clínico, distribuí a minuta do convênio para todos os médicos, fiz reuniões com todos os funcionários, discuti com as ONGs, com os sindicatos e com a faculdade de medicina. Isso foi amplamente discutido”, afirmou.

O Hospital Emílio Ribas atende mais de 30 mil pacientes por ano. Cerca de 90% dos pacientes, assistidos no Pronto Socorro, são portadores de HIV/AIDS, que recebem assistência ambulatorial prolongada prestada por equipe multidisciplinar de médicos infectologistas e de outras especialidades, enfermeiros, psicólogos, dentistas, farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais.

Ao todo são 200 leitos distribuídos em sete unidades de internações: cinco de adultos, uma pediátrica e uma de terapia intensiva (UTI). Cerca de 70% dos pacientes internados nessas unidades são pessoas com aids. As unidades de internação são responsáveis por mais de 45% dos leitos destinados a pacientes com aids no município de São Paulo.

Amil teve desempenho ruim em avaliação

por Marcelo Moreira e Fabiane Leite do Estado de São Paulo em 02/12/2009

A Amil teve um desempenho ruim – e pior que o da Medial – na última avaliação sobre a qualidade dos planos de saúde divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O processo leva em conta aspectos como o econômico-financeiro, de assistência à saúde e satisfação dos usuários.

“É importante dizer que ninguém sabia que a Medial estava com prejuízo. Parece que as prestações de contas não são transparentes”, afirma Lígia Bahia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “E todos os dados da Medial eram melhores que os da Amil. E a Amil, será que em realidade ela não está no prejuízo?” A empresa e a agência não concederam entrevistas sobre a negociação na última semana.

O aumento das exigências econômico-financeiras da ANS para a manutenção de operadoras é apontado como uma das explicações para a concentração do mercado nos últimos anos.

Além disso, diz o consultor Pedro Fazio, no desespero, algumas empresas tentaram crescer por meio dos planos individuais, mas não resistiram por causa dos riscos do produto, que tem preços regulados pelo governo. “É um mercado que, em resumo, depende do emprego (dos planos coletivos feitos por empresas) e é elitista. Não acredito que haja mais espaço para crescimento.”

Para Lígia, a decisão de algumas empresas de abrir o capital, lançando ações na Bolsa – caso da Amil e da Medial –, pode não ter sido benéfica em razão da crise financeira, o que também estimulou incorporações recentes.

Ela critica ainda a leniência da agência com certas aquisições, pois empresas em má situação compraram carteiras de clientes nos últimos anos e depois saíram do mercado, caso da Avimed.

Lígia destaca, por fim, que as políticas do órgão regulador não têm sido eficientes para determinar quem entra no mercado e para organizá-lo. “Estudos mostram que não é bom nem uma empresa muito pequena nem muito grande.”

Compra da Medial pela Amil é aprovada pela ANS

por Saúde Business Web em 01/12/2009

A Agência Nacional de Saúde Suplementar aprovou a compra milionária da Medial pela Amil na noite desta segunda-feira (30). A partir de agora, a aquisição deverá passar pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (cade).

O anúncio da compra de 51,9% das ações ordinárias da Medial Saúde por R$ 612,5 milhões no último dia 19 de novembro tem provocado inquietação no setor. Embora os hospitais e a concorrência apostem que a aquisição pode afetar o segmento, analistas de corretoras que acompanham a Amil, como a do Santander, por exemplo, veem o lado positivo da ação: o processo de precificação dos planos de saúde comercializados pela Medial.

Por outro lado, a compra também permite que a Amil amplie as chances da empresa de se tornar a grande consolidadora do mercado de saúde. Antes da aquisição, segundo a corretora do Santander, a companhia contava com R$ 1,1 bilhão em caixa.


© 2009 - Saúde Legal - Avenida Paulista, 1159, cj.1206, São Paulo/SP - telefone (011) 2856-4526 - atendimento@saudelegal.org